05/05/2016 - Comércio
Europeus são presos por vender no DF



 Eles usavam carros de luxo e roupas de marca nas abordagens. Grupo dizia que pretendia deixar o país e faria comércio a preço de custo.

 

Onze portugueses foram presos no Distrito Federal na manhã do dia 26 de fevereiro, suspeitos de vender diversos produtos falsificados, como canetas de marcas famosas, perfumes importado e jaquetas de couro. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos abordavam as vítimas em carros de luxo e sempre estavam bem vestidos. A operação aconteceu em Águas Claras, região administrativa a 19 quilômetros do Plano Piloto.

O delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), Jeferson Lisboa, disse que os suspeitos “convenciam” os clientes dizendo que estavam fechando um estande de vendas em um shopping da cidade e voltando à Europa. De acordo com a investigação, eles alegavam que precisavam vender as mercadorias, a preço de custo, porque o valor a ser pago de imposto no retorno a Portugal seria muito alto.

As abordagens aconteciam em tribunais, sede do governo e estacionamento de shopping. "Eles [suspeitos] explicavam para a vítima que vendiam as mercadorias a preço de custo. Também apreendemos veículos de luxo importados", disse o delegado.

O golpe era chamado "golpe do português". Eles se apresentavam como empresários e expositores de marcas luxuosas. Oito carros de luxo foram apreendidos. De acordo com a Polícia Civil, cerca de 30 vítimas foram identificadas.

"Infelizmente, o brasileiro acredita que todo europeu é honesto, mas nem sempre isso funciona. O que eles mais vendiam era jaquetas de couro e faqueiros."

O grupo sempre andava com uma máquina de cartão de crédito. As presas são mulheres dos suspeitos. "Eles colocavam as máquinas no nome das esposas, para não serem identificados", explica o delegado.

A Polícia Civil acredita que outros integrantes da quadrilha serão presos nesta sexta. Todos eram moradores de Águas Claras. O grupo atuava desde o ano passado no Distrito Federal.

Segundo o delegado, os suspeitos viviam como "nômades", povo que não tem moradia fixa e se desloca constantemente de lugar. "Já estamos comunicando a Polícia Federal e repassando todas as informações. Há informações de que o grupo atuava em outras cidades do país."

O material apreendido será encaminhada para o depósito do judiciário e depois destruído. O grupo vai responder por ação criminosa e estelionato.

Não há estimativa do lucro dos suspeitos. Entretanto, segundo o delegado, as jaquetas, por exemplo, eram compradas por R$ 80 e vendidas por R$ 1 mil. Informou.




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